barouche

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entro no bar e logo reparo na falta de balcão. além disso o som ambiente estilo jovem pan fm em altíssimo volume me impede de ficar no abominável cômodo. na calçada uma pequena mesa me socorre.

alguém se apresenta como um dos sócios e pergunta se estou confortável. respondo a ele que me sinto na espera do poupa tempo luz, pois o poupa tempo lapa tem cadeiras mais decentes que aquela. ele me fala que bancos desse tipo são tradicionais do largo do arouche, replico que não me importo com isso. com muita educação me traz uma cadeira muito mais alta que a mesa em frente. o resultado foi inevitável esforço físico pra alcançar os nuts murchos da porção que havia acabado de chegar e harmonizaria com os drinks muito abaixo do aceitável que logo viriam. desisti do conforto, dos amendoins e dos destilados.

chopp e lula, para um novo começo. bebida aguada, sem creme e comida com gosto de geladeira.

puta que pariu.

preços? tentam ser simpaticões, mas quando o produto é ruim sempre é caro, pelo menos para mim. claro que o lugar é um sucesso e a clientela não concorda comigo. não sou parâmetro pra porra nenhuma.

pra completar o pesadelo, uma simpática moça vem à mesa, se apresentando como uma das sócias e diz que as pessoas vem aqui mais pelo arouche mesmo, né?

explico a ela, com uma educação que não sei de onde consegui tirar, que pouco me importa o conceito arquitetônico do lugar e nem o largo do arouche, do qual sou vizinho. eu só queria um chopp legal, um negroni bebível, talvez uma castanha sequinha.

às vezes o lugar serve um produto ruim por limitação dos sócios mesmo. não me parece ser o caso do barouche. fiquei com a impressão é que se preocuparam mais com o conceito que em servir uma comida ok e uma bebida decente, pois nada no bar tem alto padrão de excelência.

e eu não como conceito.

vizinhos melhores virão.

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