mulheres de areia

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além do novo livro que não sai nunca, comecei a escrever um diário no fim do ano passado, com o propósito de lança-lo no meio do ano que vem. por mais de sete meses escrevi histórias passadas em cafeterias paulistanas e cheguei até a dar nome ao natimorto, o chamaria de AMARGO. mas, com exceção […]

tiro e queda

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meu nome é júlio bernardo, tenho 43 anos e trabalho com comida etílica desde os 13, quando tive uma banca de feira, onde vendia miúdos de boi e frangos granjeiros. entre outras atividades, gero conteúdo com pretensão gastronômica há exatos dez anos e incomodo bastante gente pelo irritante vício do sincericídio, cuja consequência literária é […]

pague para comer, reze para sair

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assim que subi a escada e adentrei o salão da mais nova casa coxipster da cidade a sensação foi a de mergulhar num radinho de pilha, de tão agudo que soava o rock tiozão do café piu piu que saía das caixas de som mequetrefe espalhadas pelo pretensioso e pouco convincente espaço sujinho asséptico. com […]

estação capivara

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quando conheci rodrigo felício ele cozinhava pra absolutamente ninguém em um restaurante abandonado nos jardins e preparava uma sardinha na brasa tão gostosa que me acompanhará na memória até o fim dos meus dias. mas a verdade é que ele já não estava mais entre nós. na época conversamos bastante sobre a falta de perspectivas […]

decadência

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meu nome é júlio bernardo e empreendi meu primeiro negócio no ramo alimentício há exatas três décadas, quando tinha 13 anos. desde então muita coisa aconteceu, desde pequenas derrotas até grandes fracassos que me enchem de orgulho. porém nunca estive tão fudido. e isso não é queixa, mas mera constatação. a coisa da escrita é […]

a tijuca resiste

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dessa vez a desculpa para ir à tijuca foi a discussão da possibilidade da hipotética produção de um livro que, veja só, surpreendentemente já começou a ser preparado e promete ser mais um estrondoso fracasso editorial, daqueles com potencial para quebrar qualquer editora. quer dizer, isso se ele não passar despercebido, já que fracassar no […]

carta aberta a um jovem barman

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caríssimo, em primeiro lugar, parabéns. pois se é esse mesmo ofício que decidiu seguir – o que você descobrirá com o tempo, poucos sobrevivem – saiba que sua profissão é uma das mais dignas dessa era. o barman – sou muito velho pra usar o termo bartender, perdoe-me – é, antes de tudo, um alquimista. […]

nove coisas que odeio e uma coisa que amo

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garçom inconveniente que enche minha taça de vinho de quatro em quatro segundos manobristas e flanelinhas. a melhor coisa de não ter mais carro é não ter que lidar com esses sujeitos gente que não sabe usar a cidade, indo nos lugares em turma e no horário de pico. puta que pariu o lixo imordível […]

telma

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o a1 foi um dos izakayas mais legais que já frequentei. No subsolo de um shopping mequetrefe na paulista, na mesma loja onde antes existiu o mítico komazushi, mestre shin koike servia rabada com ponzu, sashimi de cavalo e outros rangos da hora. com a reforma do shopping, o boteco fechou em 2008. encerrar as […]

restaurante picchi

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são paulo, túmulo do macarrão. verdade essa que me encobre de vergonha, dada a enorme colônia italiana presente na cidade. claro que o cenário evoluiu um tanto desde os anos 80, quando o paulistano médio saía de casa pra comer torradinha de alho com azia e massas que jogavam mais pesado que júnior baiano no […]